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05-06-16


Sistema MAIS da Secretaria de Estado do Meio Ambiente permite que sejam fiscalizados cerca de 24.800 hectares de todo o território paulista

Na Semana Mundial do Meio Ambiente, a SMA (Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo) relembra a importância de garantir a conservação da biodiversidade, por meio da manutenção dos serviços ecossistêmicos.

E para contribuir com o cumprimento deste desafio, a SMA desenvolveu uma metodologia que possibilita a identificação e fiscalização dos desmatamentos e queimadas ilegais: o MAIS – Monitoramento Ambiental por Imagens de Satélites.

A rotina de monitoramento com este sistema associa rapidez e baixo custo, permitindo que cada um dos cerca de 24.800.000 hectares de todo o território paulista seja monitorado entre cinco e doze vezes ao ano, e qualquer desmatamento com áreas superiores a 0,3 hectares, ou o equivalente a pouco mais que 1/3 de campo de futebol, seja localizado e fiscalizado em campo.

Como funciona

A metodologia do MAIS foi inspirada em experiências consagradas, como as realizadas pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), e consiste na comparação de imagens de satélites com fotografias aéreas, identificando onde a vegetação natural foi alterada.

Imagens atuais de satélites diversos são sobrepostas a fotografias aéreas, capturadas entre os anos de 2010 e 2011 pelo projeto Mapeia São Paulo da EMPLASA (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), possibilitando a identificação de áreas que sofreram alterações na vegetação natural, como desmatamento, bosqueamento, queimada ou grandes movimentações de terra.

O processo ainda permite, por meio da integração dos dados da SMA e CETESB, verificar se a área alterada está localizada no interior de unidade de conservação, em Área de Preservação Permanente (APP), se possui outras autuações, ou se a atividade já foi licenciada.

As informações e documentos relacionados às alterações detectadas pelo MAIS são recebidos diretamente pela Polícia Militar Ambiental, por meio do Módulo de Denúncias do Sistema Integrado de Gestão Ambiental – SIGAM, para que sejam iniciados os procedimentos para a fiscalização em campo. Uma vez constatada a infração, a Polícia lavra o Auto de Infração Ambiental, indicando a multa a ser paga e as providências cabíveis para a recuperação da área.

Fonte: 

Governo de São Paulo
 

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